O Integralismo!

"Haver pertencido ao integralismo é um título que me tem proporcionado os melhores momentos de minha vida social, profissional, política, cultural, cordial e afetuosa." - Gerardo

Senadores e deputados propõem o carimbo racial

Em 16 de Março de 2009 por Nova Offensiva


O senador cearense Inácio Arruda, do Partido Comunista do Brasil, está defendendo um projeto de lei do deputado Ivan Valente, socialista e da liberdade (tem gente que acredita), que inclui o quesito cor/raça nas fichas de matrícula e nos dados cadastrais de escolas e faculdades públicas e privadas. Ou seja: todo mundo que estuda no Brasil vai ganhar do Estado um carimbo de "branco" ou "negro".

O relatório de Inácio a favor do projeto será examinado no amanhã (17) na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado. Ele diz que a medida servirá para que os burocratas do MEC definam "ações e políticas afirmativas e de promoção da igualdade racial na comunidade escolar".

Ainda estudante de jornalismo na UFC, escrevi um texto para um jornalzinho do curso sobre a ânsia da esquerda em estabelecer o racialismo no Brasil. Lá pelas tantas eu dizia:

"O senador Paulo Paim (PT-RS) chegou a elaborar, ano passado (2006), projeto de lei prevendo a identificação de negros em documentos pessoais. Isso mesmo. Negros teriam carteirinhas de negro. Não se sabe se brancos teriam carteirinhas de branco ou se pardos teriam carteirinhas de pardo. Para nossa esquerda estúpida, o caminho mais eficaz no combate à desigualdade racial é justamente dividir, em nível constitucional, o país em negros e brancos. (...) Pode ser que num futuro próximo idealizado pelas boas intenções das mentes 'progressistas' do Brasil seja de bom tom usar etiquetas dizendo 'cidadão branco' ou 'cidadão negro' nas roupas..."

Errei apenas o local das etiquetas. Se os desejos dos senhores Ivan Valente e Inácio Arruda forem concretizados, a classificação será feita não nas roupas, mas nas fichas de matrícula dos estudantes do nosso país. A esquerda como sempre botando o Brasil na rota do futuro. Vejamos um caso desse fetiche racial na minha cidade, Fortaleza. Durante a campanha do ano passado, uma manifestação de apoio à reeleição da prefeita Luizianne Lins foi apresentada desta maneira no release distribuído à imprensa (não tem link, recebi por e-mail):

"O movimento de raça e etnia sairá às ruas para mostrar à população a força do apoio que tem a reeleição da prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT). O setorial de Raça e Etnia da Coligação Fortaleza Cada Vez Melhor vai reunir para o cortejo lideranças raciais, religiosas e étnicas, em defesa dos seus direitos, contra a homofobia, o racismo e a intolerância às religiões de matrizes africanas. Será também uma oportunidade de reconhecer as políticas públicas implementadas pela gestão popular de Luizianne voltadas para os diversos segmentos sociais, como o movimento negro. Nos últimos três anos e oito meses, sua gestão realizou ações de combate ao racismo, como a 1ª Conferência Municipal de Promoção da Igualdade Racial em 2005 (...) Criou o Segmento da População Negra no Orçamento Participativo"

Uma pergunta: criar um serviço público usando como critério a cor da pele do beneficiado é racismo ou não é? Se você acha que não, sugiro que imagine, por exemplo, a existência de um Segmento da População Branca no Orçamento Participativo. Outra pergunta que eu pensei em fazer, mas não vou fazer, é como o pessoal da prefeitura de Fortaleza decide quem é negro e quem não é.

Criar nichos estatais destinados a negros, gays etc. serve apenas para satisfazer uma penca de ongueiros e burocratas que ganham a vida (as verbas) na base de políticas segregacionistas e mistificadoras.

Uma salva de palmas para todos que apóiam a divisão da sociedade e da Constituição em cidadãos legalmente brancos e legalmente negros. Mais um pouquinho e nós teremos um apartheid politicamente correto no Brasil. É bom ir logo examinando a pele do seu filho para quando for preencher o formulário de matrícula no colégio.


Por Bruno Pontes
Extraído do Blog Bruno Pontes, artigo publicado em 14 de março.