Brasileira é agredida por neonazistas na Suíça!
A advogada brasileira Paula Oliveira, de 26 anos, foi agredida por um grupo de neonazistas ao sair de uma estação de trem nos arredores de Zurique, na Suíça, na segunda-feira (9), de acordo com o Itamaraty.
Grávida de três meses, Oliveira foi espancada, teve o corpo cortado por estiletes, e acabou perdendo os bebês. Advogada, ela trabalhava legalmente na Suíça. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil diz acreditar ser um crime de motivação racial.
Oliveira está com "o corpo totalmente retalhado − rosto, braço, pescoço, tórax, talvez uma centena de ferimentos", disse Paulo Oliveira, pai da advogada, ao "Jornal Nacional". "Em duas, três partes do corpo, estão gravadas a sigla de um dos partidos que fazem parte do governo suíço", completou.
A brasileira falava ao telefone em português com sua mãe, no Brasil, enquanto caminhava na direção da casa onde mora com seu companheiro suíço quando foi abordada pelo grupo. De acordo com o Itamaraty, eles a levaram a uma área deserta perto da estação, onde as agressões foram cometidas. Um dos homens teria uma inscrição neonazista tatuada na cabeça.
Os pais de Oliveira viajaram na terça-feira (10) para acompanhar a sua recuperação. Oliveira foi internada em um hospital de Zurique e deve receber alta nesta quarta-feira. Membros do corpo consular brasileiro visitaram a advogada e entraram em contato com as autoridades policiais do local para exigir rigor nas investigações sobre o crime.
É lamentável que episódios como esse se repitam ao redor do mundo contra cidadãos de várias nações, mais ainda que grupos como esse existam inclusive no Brasil que é, provavelmente, o país mais miscigenado e multicultural do planeta. O nacionalista no Brasil, por sua composição étnica e histórica, deve ter respeito a toda a humanidade.
“Que todo integralista, seja por ações como esta descrita na matéria, contra filhos de nossa terra, seja pela memória dos camisas-verdes mortos na batalha do Atlântico ou nos campos da Itália pelos nazistas, abandone qualquer sentimento de simpatia por este ideal racista...” – Diz Marcus Ferreira, do movimento integralista. Ele vai mais além – defende a expulsão do movimento de todos os que se dizem integralistas e simpatizam com ideais de caráter racista.
Informações da Agência Brasil
