O Integralismo!

"Haver pertencido ao integralismo é um título que me tem proporcionado os melhores momentos de minha vida social, profissional, política, cultural, cordial e afetuosa." - Gerardo


HISTÓRIA

A seção História reúne documentos, discursos, depoimentos, vídeos e biografias. Trata-se de parte de um rico e legítimo acervo histórico que faz frente aos caluniadores e informa aos interessados boa parte da história do Integralismo, que é parte da História do Brasil.

 

BREVE INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA HISTÓRIA DO INTEGRALISMO

No decorrer de mais de sete décadas após o fechamento da Acção Integralista Brasileira muitos documentos sobre o Integralismo foram perdidos, destruídos ou apreendidos nos anos de perseguição da ditadura de Getúlio Vargas. Desta forma o ambiente para que pessoas mal intencionadas difamassem o Integralismo tornou-se propício.

Por conseqüência, o maior movimento de massas da história do Brasil foi rotulado de ‘fascista' ou ‘nazista', ideologias estrangeiras que em nada se aproximam do Integralismo. Estas associações maldosas foram amplamente divulgadas, impressas em livros e estabelecidas oficialmente no sistema de ensino. Ao estudar estas “verdades”, então consolidadas, os tutores dos professores de hoje aprenderam e passaram a ensinar a fácil, porém errônea, associação: Integralismo, Fascismo, Nazismo.

Esta conversa parecia consolidada para os que pregam ideologias estrangeiras e execram a movimentos que possam de alguma forma despertar o povo brasileiro para agir e proteger seus interesses. Mas apenas parecia, quando em 1996 os documentos integralistas apreendidos pelo DOPS, na ditadura Vargas, foram abertos e estudados por especialistas em Historia do Brasil, estes tiveram uma grande surpresa. Surpresa para eles, visto que para nós nunca deixou de ser um fato!

O reconhecimento das 712 fotografias e 39 caixas de documentos da Acção Integralista Brasileira, pelo historiador Luiz Henrique Sombra, do Arquivo Publico do Estado do Rio de Janeiro, o levou a declarar ao Jornal do Brasil de 03/11/1996: “A primeira conclusão que chegamos é que a política que se consolidou no pós-guerra, quase fez desaparecer os registros daquele que é o primeiro movimento de massa organizado de nossa historia...”, e continua, “O Integralismo teve uma influencia muito maior que os movimentos anarquistas e comunistas do País no período anterior à Segunda Guerra. Em cinco anos de existência, a A.I.B reuniu cerca de 1 milhão de filiados...”.

Em 1945, com a redemocratização, foi fundado o PRP (Partido de Representação Popular) que reagrupou ex-integrantes da AIB. Embora o PRP não tenha tido a mesma popularidade da AIB, obteve resultados político-eleitorais muito mais expressivos elegendo Governadores, Senadores, Deputados Federais e Estaduais e uma gigantesca quantidade de Prefeitos e Vereadores.

Em 1964 uma nova ditadura adia os planos do Integralismo: põe na ilegalidade todos os partidos políticos, entre eles o PRP. Deste momento em diante os integralistas continuam suas atividades, mas agora em associações civis político-culturais. Em 1975 falece Plínio Salgado, mas o movimento prossegue. É recriada a AIB, cujas atividades adentram os anos 90, que são marcados pela atuação de diversos outros importantes grupos espalhados pelo Brasil.

O Século XXI abre-se com o Centro de Estudos e Debates Integralistas, pioneiro no uso da Internet para a difusão da Doutrina Integralista. Em Dezembro de 2004, realiza-se em São Paulo, com o apoio da Casa de Plínio Salgado, um Congresso Nacional Integralista, onde é fundada a Frente Integralista Brasileira – FIB, que é na atualidade a incontestável herdeira do legado político-filosófico da AIB, atuante em todo território nacional.