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Crise de identidade no Governo Brasileiro.
O atual governo do Brasil está numa sinuca danada, passaram décadas pregando chavões, criticando, protestando, criando slogans revolucionários (sic), prometendo das tripas ao coração para os trabalhadores, tão logo tomassem o poder... Seria, uma verdadeira panacéia sem igual, todos os males do capitalismo seriam extintos num estalar de dedos.
Passamos pelos governos do camaleão Sarney, do colorido Fernandinho (que tinha a ministra comunista Zélia), depois veio o Itamar com seu topete, e colocou como ministro outro ex-comunista (agora tucano) que depois foi eleito presidente por duas vezes. Nenhum deles conseguiu ou quis cumprir as promessas, o povo desesperado entendeu que deveria radicalizar e escolheu entre os muitos candidatos vermelhos camuflados entre aqueles que haviam um dia sido operários, alguém que já havia comido o pão que o diabo amassou, como a maioria dos trabalhadores.
Elegeram-no, uma... Duas vezes, e... O máximo que conseguiram foram esmolas, como o Bolsa Escola, o Bolsa Família, o Bolsa Alimentação e etc. Dos quais a mão que dá tira a metade em impostos embutidos na cesta básica. Reforma agrária? Não! Porque se der terra aos sem terras eles se tornarão com terras , e não se deixarão mais manipular nos acampamentos em temporadas de caça de votos, com promessas de um dia ganharem um pedaço de chão para terem uma vida digna com seus filhos.
Quando Sarney, no ano de 1986, criou o empréstimo compulsório sobre os combustíveis, eles gritaram de Norte à Sul, protestaram, xingaram e etc., agora cobram a CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), além dos demais impostos cobram R$ 180,00 por metro cúbico (m³) de gasolina e outros, e o pior, cobram mais R$ 250,00 por tonelada de gás de cozinha.
É assim que pretendem ajudar os pobres, proíbem o corte de árvores para cozinhar o feijão... Feijão? Mas que feijão? E fincam a faca nos combustíveis. Sarney em 1986 com seu empréstimo compulsório, pelo menos não o aplicava sobre o gás de cozinha.
Uma coisa é certa, não há dúvidas que certos atos do governo têm aspecto socialista, por exemplo, o cidadão trabalha arduamente para comprar um veículo, mas esse veículo jamais lhe pertencerá, sempre será do governo, pois quando compra tem que pagar um absurdo em impostos, depois é obrigado a documentar, mais outra facada, aí então passará anualmente a pagar impostos e taxas diversas. Ora se o carro é seu, já foi explorado nos impostos e documentação na hora da compra, então porque tem que pagar anualmente? Para a conservação das rodovias? Mas elas não estão conservadas. Então para que servem os impostos sobre os combustíveis e a CIDE? E se pagam os impostos, porque tem que pagar pedágios em certas rodovias?
Mas, isso não está só na compra de veículos, aliás, para vender o veículo é obrigado a transferir e no mínimo isso sairá por mais uns R$ 250 reais, mas está também na compra de terrenos, da casa própria e demais propriedades, igual no regime comunista, tudo é do Estado!
Nós compramos pagamos caro e no fundo não passamos de inquilinos do governo. Daria para escrever livros e livros sobre as aberrações que estão calcadas nas costas do povo trabalhador para beneficiar uma classe de oportunistas privilegiados que carregam malas de dinheiro ou escondem dólares nas cuecas. Mas se estão tão preocupados com o dinheiro, então não são socialistas, mas sim capitalistas, ou talvez sejam mesmo é ladronístas .
Aí está à crise de identidade, nem eles mesmos sabem ao certo o que são. Criticaram os militares acusando-os de entregarem o país para o FMI e entregam nossa maior riqueza: a Amazônia para o capital internacional; e o Pró-Alcool? foi um briga e tanto contra o ex-presidente Figueiredo, agora o garoto propaganda está fazendo turismo com nossos suados impostos como se fosse idéia sua; também estão fazendo picaretagem com o Biodiesel, que aliás foi desenvolvido em 1982 e não foi posto em prática por motivo de ser anti-econômico; protestaram contra Itaipu e hoje tentam copiar fazendo as hidrelétricas no madeira; criticavam o programa social da ditadura e criaram um monte de plágios; até um substituto para o SNI eles arrumaram!
Parece que Freud tinha razão, falham ao tentar sobrepujar a figura do pai perseguidor, no caso a autoridade militar personificada, em uma relação quase erótica os filhos ao matarem o pai (a ditadura) colocaram-se numa posição privilegiada identificando-se com ele e tentando ganhar o seu amor, enquanto que as grandes massas ao se verem preteridas, tomam para si a culpa e assumem a submissão ao novo pai.
Mesmo nas barbáries praticadas nas favelas pelas milícias contra um povo desamparado pela segurança governamental podemos recordar os famigerados esquadrões da morte da época, como um braço armado do narcotráfico. Crimes federais como a existência de paramilitares torturando, assassinando e extorquindo, o poder do estado onde está? Como diria um velho amigo baiano da gema: está tudo como dantes, no ninho dos mutantes!
Por Luiz Carlos Barros